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Colecção O  







Não me comas a mim!

Margarita del Mazo & Vitali Konstantinov
13,50€ | 978-84-9871-437-1
36 págs. | cartonado | 25x23 cm |
janeiro 2014

Era uma noite sem lua alguma…
 
O relógio dava a UMA… DONG!
 
De repente,
Mateus acordou assustado.
Tinha ouvido um barulho atrás da porta,
onde estavam pendurados os casacos.
Olhou para lá,
mas só viu uma sombra…
Abriu muito os olhos, sem pestanejar,
e a sombra transformou-se num… MONSTRO!
 
Em Não me comas a mim!, Margarita del Mazo inspirou-se nas suas próprias vivências, mais concretamente na inquietação que a escuridão lhe produzia quando ela era pequena.
Neste álbum, as crianças amedrontadas por este ou outros temores, poderão confirmar, aliviadas, que não são as únicas para quem as sombras se transformam em monstros famintos, tal como acontece ao protagonista.
 
"Foi simples escrever esta história. Só tive que recordar, escondida por baixo dos lençóis, chamando pela minha mãe, heroica espantadora de monstros e doce guardiã dos meus sonhos", admite com carinho a também autora dos textos de Mosquito e A máscara do leão.
 
Os medos infantis fazem parte da evolução e, consequentemente, costumam desaparecer à medida que as crianças crescem. Nesta superação, as histórias protagonizadas por monstros, bruxas ou seres terríveis detêm um papel importante.
 
Assim, os temores ganham forma e personalizam-se, o que ajuda a vencê-los. De qualquer forma, nesta vitória, os pais têm sempre uma função relevante.
 
Mateus mal se atreve a confessar à mãe o que lhe está a acontecer, já que, até esse momento, recorreu a artimanhas para convencer o seu cão, o seu irmão e a sua tia a dormirem com ele. Um recurso habitual entre os mais pequenos, perante o receio de se sentirem ridicularizados.
 
— Tenho medo, mamã.
Atrás da porta há um monstro vermelho
que me quer comer.
 
— Calma, Mateus. Eu fico aqui contigo,
mas os monstros não existem.
 
Tanto a proteção excessiva como fazer com que os filhos se sintam covardes são atitudes que podem empolar o problema e acentuar o medo. A mãe de Mateus não goza com ele: dá-lhe confiança e compreensão. Assim, por fim, vai atrever-se a encarar o monstro vermelho e ruim, de que conseguira livrar-se durante toda a noite, oferecendo-lhe astutamente todos os seus acompanhantes para evitar ser comido por ele.
 
Margarita del Mazo cria uma personagem descarada e astuta, que cria simpatia e cumplicidade no leitor, o que se transformará em ternura e admiração perante a mostra final de valentia.
 
Não tenho medo de ti, e não és terrível…
És um… porcalhão!
Devolve-me agora mesmo toda a minha família…
E não te esqueças do meu ursinho!
 
Vitali Konstantinov deu forma, através da imagem, à angústia do protagonista. Para tal, teve em conta três premissas básicas: manter o ritmo da narração; respeitar a abstração do texto relativamente ao espaço, para não limitar a imaginação do leitor, e contribuir desde a própria imagem para criar um álbum de “medo”. As ilustrações foram elaboradas com lápis de grafite e de cores claras (branco, marfim e creme) sobre papel vermelho.
 
“Gosto porque constitui um meio de desenho espontâneo e imediato”, afirma este artista ucraniano, residente na Alemanha. “Esta técnica tradicional — lembra-nos Vitali K. — foi utilizada, entre outros, por Durero e Leonardo Da Vinci”.
 
Após vários testes e experiências técnicas, o ilustrador decidiu utilizar a cor do monstro como fundo para todo o livro. Com esta escolha sublinha a sua aposta na criação de um álbum de medo; mas, apesar de associarmos o vermelho ao perigo, ele também simboliza paixão, energia, força… E nada disto falta a Mateus para conseguir vencer o monstro!
 
Texto de Margarita del Mazo
Ilustrações de Vitali Konstantinov

+ 5 anos
Também disponível em: GL | ES| FR | IT
 
 
 

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