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19/02/2010
GUINÉ-BISSAU. A Assembleia de Cooperação pela Paz (ACPP) vem convidar a OQO para conhecer o seu trabalho

GUINÉ-BISSAU
Posição no IDH: 175
Esperança média de vida: 46 anos (mulheres), 43 anos (homens)
Alfabetização: não disponível
Médicos/100.000 habitantes: 12.
Habitantes: 1,6 milhões.
Rendimento anual per capita: 122 €.
Pobreza segundo estândares nacionais: não disponível
Percentagem de população rural: 81,7%
Percentagem de habitantes menores de 15 anos: 47,4%
Taxa de fecundidade: 7,1 filhos por mulher

As responsáveis pelas campanhas de animação à leitura da OQO editora deslocam-se à Guiné-Bissau de 19 a 26 de Fevereiro para conhecer em primeira mão o trabalho da ONG Assembleia de Cooperação pela Paz (ACPP) neste país africano.

A OQO editora colabora com esta ONG na publicação de A sombra dos cajueiros, obra da sua colecção solidária Qontextos. Neste álbum, o escritor galego Antón Fortes — autor de Fumo e Caderno de animalista — aborda o grave problema da SIDA neste país africano, que afecta uma alta percentagem da população infantil.

A Guiné-Bissau é um dos países com maior índice de subdesenvolvimento humano de todo o mundo. Não é por acaso que ocupa o 175.º lugar da lista de 177 países elaborada pelo PNUD, segundo o seu índice de desenvolvimento humano, que mede aspectos como a esperança de vida, a existência de serviços básicos como saúde e educação, o rendimento per capita...

A sua dependência respectivamente à ajuda externa é notória, mais de um quarto do seu PIB provém da cooperação internacional. A instabilidade política do país, os golpes de Estado e as guerras criaram fortes obstáculos ao progresso da Guiné-Bissau. Contudo, desde as últimas eleições, celebradas em 2005, a estabilidade parece ter chegado à vida política do país. No entanto, continua a haver áreas mal comunicadas, especialmente na fronteira com o Senegal, que carecem dos serviços sociais mínimos. Assim, os serviços de saúde chegam apenas a 40% da população.

Por isso, doenças infecciosas ou epidemias como a malária, ou doenças de transmissão sexual ficam por tratar, o que origina o seu agravamento, chegando mesmo a provocar a morte. A mortalidade infantil, que se poderia considerar causada por esta desatenção à saúde, é muito elevada neste país: em cada mil nados vivos, 105 bebés morrem antes de completar um ano.

Entendendo que os serviços de saúde são imprescindíveis para melhorar a situação no país, desde 2006, a ACPP trabalha nesta zona com o Ministério da Saúde e com as comunidades locais em projectos para a construção e criação de infra-estruturas sanitárias, para a formação de pessoal qualificado e para a sensibilização social sobre a importância da saúde.

O seu trabalho na Guiné-Bissau começou com este convénio, financiado pela AECID, e tem uma duração de três anos. As responsáveis pela animação à leitura da OQO irão precisamente conhecer os resultados deste trabalho. Estarão na capital da Guiné durante três dias, nos quatro restantes percorrerão diferentes aldeias do país, onde a colaboração com a ACPP dos próprios nativos é muito importante, sobretudo no que diz respeito à informação sobre a prevenção entre os mais novos.



Related links:

http://www.acpp.com/


 
 

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